"Tempo, tempo, tempo...
Tritura as almas, destrói os sonhos,
E quando tudo passa, já não somos mais nem o que sobrou.
Maldito tempo, que apaga da memória as lembranças de amor.
Maldito tempo, que faz sucumbir ódio e rancor.
Maldito tempo, que nos aprisiona entre um futuro que nunca chega
E um passado que jamais voltou;
Num presente de lembranças frugais e projetos banais...
Tempo que atrapalha os amantes;
Separa os amigos;
Desfaz as familias;
Viola os pais;
Que desonra os filhos;
E continua passando por cima do que era antes."
Essa balada fala de um tempo a que não estudamos, maior que o tempo científico, mais importante que o tempo de vida; fala de um tempo que não estamos treinados a identificar, é o tempo do tempo.
Não podemos medi-lo em horas, minutos, segundos, ou qualquer outra grandeza física, porque esse tempo coexiste em si mesmo, ditando as próprias regras.Ele atua de dentro pra fora, nos levando a um estado de insipiência máxima e irreversível, nos faz ficar ocos.
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