quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rondó molhado



Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Nas lágrimas carregadas de desespero e dor
Que a enchurrada leva encosta abaixo
Hoje sacias as sedes
De tuas raízes famintas

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Na angústia que atemoriza os fracos
Ante o fel que emana da pólis
(Putrefacto!) E infecta por inanição
Hoje sacias vossa vacuidade moral

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Nos meus lábios
Obtusos: Que hoje arrefecerão tua dor
Necrosos: Calarão teus gemidos
Até que cesses

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua SEDE

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